Coro em Canto e espetáculo Retratos Imorais no Teatro Severino Cabral

Dentro da programação dos 55 anos do Teatro Municipal Severino Cabral, nesta quarta-feira, dia 28, às 20 horas, haverá a apresentação do Coral Coro em Canto, da Universidade Federal de Campina Grande, que apresenta o Recital da Primavera, sob a regência do maestro Lemuel Guerra com o pianista Glauco Fernandes.

O coral inicia o recital cantando a alegria e a mensagem bela e sensível do hino que Maria entoa, ao tomar conhecimento de que seria a mãe do nosso Salvador, fazendo quatro movimentos do Magnificat, de John Rutter, um compositor inglês contemporâneo, no qual se destacam trechos da mensagem revolucionária de que Jesus seria o grande enunciador:

Na segunda parte será cantado o protesto e a dor dos negros escravos nos Estados Unidos, e na terceira parte, será cantado, junto com o público presente, uma bela peça, sobre o misterioso poema Halleluja, de Leonard Cohen, e depois a culminância se dará com três peças populares em Português: Vida NovaCio da Terra e Água de beber.

Às 20h30, tem início o espetáculo Retratos Imorais um solo do premiado ator baiano João Guisande que há quatro anos circula seus espetáculos entre Brasil e Portugal. A montagem é inspirada em dois contos de Ronaldo – Mãe em Fuligem de Candeeiro e Mãe numa Ilha deserta – e traz João Guisande em dois personagens opostos: Edmundo e Marivaldo, que compartilham em cena uma solidão conhecida por muitos, moradores de ilhas desertas e paisagens de aglomerados.

Edmundo, personagem da primeira história, aceitou o emprego de faroleiro numa ilha depois de uma desilusão amorosa. Revive o drama da afetividade, da masculinidade, do ser ou não aceito. Ele tem por obrigação acender um farol que deve guiar navegantes desconhecidos. Põe luz nas trevas, tenta clarear o escuro de si mesmo e dos outros. São retratos de contradições, opostos inexplicados, resíduos de marés, tempestades e anoiteceres.

Marivaldo, personagem da segunda história, é feminino. Tem a alma delicada tocada pelas memórias absurdas da mãe. Procura o seu encontro na pintura de retratos em fuligem de candeeiro. “Ambos são invenções, podem ser pressentidos ou imaginados”.

A direção é de Moncho Rodriguez, texto de Ronaldo Correia de Brito, interpretação de João Guisande, cenário e figurino de Moncho Rodriguez e João Guisande, iluminação de Allison de Sá, design gráfico de Henrique Miranda, assessoria de comunicação da Thèâtre Comunicação – Rafael Brito e produção de Fernanda Beltrão e João Guisande.

A entrada para todos os eventos de aniversário do teatro é gratuita, a direção pede apenas o apoio do público para doação de 2kg de alimentos não perecíveis para serem doados a entidades que cuidam de pessoas carentes em Campina Grande.

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