Espetáculo OE chega à João Pessoa

 Contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz 2015 o espetáculo realiza segunda etapa de circulação pelo Nordeste

 

OEespetáculo solo do ator Eduardo Okamoto está em circulação por cidades do Nordeste do Brasil: Alagoinhas e Salvador (Bahia), João Pessoa (Paraíba), Recife (Pernambuco), Parnamirim e Natal (Rio Grande do Norte). EM João Pessoa, o espetáculo se apresenta dias 25 e 26 de novembro, às 20h, no Centro Cultural Piollin, com entrada gratuita.

O projeto de circulação, intitulado OE: modos de fazer, foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz da Funarte 2015 – Fundação Nacional das Artes e prevê, além das apresentações do trabalho, interações entre parte da sua equipe, a platéia e artistas locais em bate-papo e intercâmbio.

O projeto de circulação, assim como o espetáculo, é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe – laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1994. A enfermidade do próprio filho, deficiente intelectual, é recorrente na obra do autor, que inclui contos, escritos políticos, romances e um importante ensaio sobre Hiroshima. Além de escritor renomado, Kenzaburo Oe é conhecido mundialmente por seu ativismo contra armas e uso de energia nucleares. Espantosamente, o seu trabalho relaciona autobiografia, ficção, mitologia, fatos históricos, comentários sobre arte e política. Para ele, “[há uma conexão] entre a violência em escala mundial, representada por artefatos nucleares, e a violência existente no interior de um único ser humano”. Por isso, a sua tarefa como escritor está imbuída da escolha da “imaginação como metodologia de observação do mundo contemporâneo.”

OE: modos de fazer, toma uma das peculiaridades da obra de Kenzaburo Oe (a firme correlação entre a criação artística e a atuação do artista como cidadão) como mote para a circulação do espetáculo OE por cidades nordestinas. A fim de potencializar esta correlação, o projeto compreende, além da apresentação do espetáculo, encontros públicos: em bate-papo de Eduardo Okamoto com a audiência, conversando sobre a obra de Oe, após a primeira sessão em cada cidade; em intercâmbios entre o ator, a diretora de produção do trabalho, Daniele Sampaio, e artistas, gestores de espaços ou coletivos de pesquisa em teatro acerca das relações entre crise e criação artística.

Na trama do espetáculo, um escritor, ao se dar conta da possibilidade da própria morte, escreve para um filho, deficiente intelectual, um livro com a definição de todas as coisa existentes no mundo: vida, falecimento, sonho, sociedade etc.

O espetáculo estreou na Mostra Oficial do Festival de Curitiba de 2015 e obteve excelente repercussão. Em São Paulo, no mesmo ano, fez duas temporadas bem sucedidas de público e crítica: no Sesc Consolação, entre 04/05 e 03/06, e na SP Escola de Teatro, de 08 a 24/6. O trabalho já circulou por festivais, como o FILO – Festival Internacional de Teatro de Londrina, e pelo interior paulista com financiamento do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

O processo de pesquisa para a obra incluiu um estágio de Eduardo Okamoto, em fevereiro de 2014, no Kazuo Ohno Dance Studio, no Japão. O espetáculo foi financiado com recursos do Prêmio Myriam Muniz 2013, da Funarte, e do Faepex da UNICAMP.

 

Eduardo Okamoto, ator

Eduardo Okamoto é ator, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, onde atualmente é docente. Apresentou espetáculos e atividades formativas em diversos estados brasileiros e no exterior: Espanha, Suíça, Alemanha, Marrocos, Kosovo, Escócia e Polônia. É autor do livro Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense (Editora Hucitec, 2007). Entre seus trabalhos destacam-se: Agora e na Hora de Nossa Hora, de 2004, com sua própria dramaturgia e direção de Verônica Fabrini; Eldorado, com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano, pelo qual, em 2009, foi indicado ao Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator; em 2012, Recusa, da Cia. Teatro Balagan, com direção de Maria Thais e dramaturgia de Luis Alberto de Abreu pelo qual mais uma vez foi indicado ao Prêmio Shell. No mesmo ano, recebeu o Prêmio APCA de Melhor Ator por sua atuação neste espetáculo que obteve mais de 11 indicações para importantes premiações no panorama nacional das Artes Cênicas.

 

Kenzaburo Oe, escritor

Nasceu em 1935, no lugarejo de Ose. Ainda estudante de literatura francesa em Tóquio, estreou na ficção e conquistou o cobiçado Prêmio Akutagawa. Um dos romancistas mais populares do Japão, sua obra compreende inúmeros contos, escritos políticos e um famoso ensaio sobre Hiroshima. Em 1967, recebeu o prêmio Tanizaki e, em 1994, o Prêmio Nobel de Literatura.

 

Ficha Técnica

Espetáculo inspirado na obra de Kenzaburo Oe
Encenação e iluminação: Marcio Aurelio
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto
Assistência de direção: Lígia Pereira
Assistência de iluminação: Silviane Ticher
Orientação corporal: Ciça Ohno
Figurino e Cenografia: Marcio Aurelio
Assistência de Figurino e Cenografia: Maurício Schneider
Fotografia: 
Fernando Stankuns
Design gráfico: Estúdio Claraboia
Orientação pedagógica do projeto: Suzi Frankl Sperber
Coordenação Técnica: Silvio Fávaro

Técnico de Iluminação: Aldrey Hibbeln

Produção Local Bahia: Luiz Antônio Sena Jr

Produção Local Paraíba: Marcelina Moraes

Produção Local Rio Grande do Norte: Arlindo Bezerra
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

 

Serviço:
PARAÍBA – Novembro de 2016

João Pessoa
Local: Centro Cultural Piollin – Rua Professor Sizenando Costa, S/N, Roger João Pessoa/PB
Data: 25 e 26 de novembro de 2016, sexta e sábado
Horário: 20h
Ingressos gratuitos.
Mais informações: (83) 9.9813-1661 | 9.8738-7373 (Marcelina Moraes)

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