Ninho de Bolhas: Sérgio Abajur lança livro que une poesia e teatro no Museu dos Três Pandeiros

Poesia, performance e identidade artística às margens do Açude Velho

 

Campina Grande volta a ser palco de um encontro entre palavra e cena. No próximo dia 7 de março de 2026, às 17h, o poeta e artista Sérgio Abajur lança oficialmente o livro Ninho de Bolhas no Museu dos Três Pandeiros, às margens do Açude Velho. E não se trata apenas de mais um lançamento literário. Pelo contrário, a proposta é transformar o evento em uma experiência sensível, onde poesia e teatro se misturam.

O cenário escolhido não é casual. O MAPP, projetado por Oscar Niemeyer, já carrega em sua arquitetura curvas que dialogam com arte e movimento. Assim, o espaço amplia o sentido da obra e reforça o caráter simbólico do encontro.

 

Um livro que ultrapassa o papel e ocupa o palco

Ninho de Bolhas nasce como livro, mas, ao mesmo tempo, se expande como performance. Segundo o próprio autor, ele não se define apenas como poeta. Ele se afirma artista. Essa declaração, aliás, ajuda a compreender a essência do projeto.

Em vez de restringir a poesia à leitura silenciosa, Abajur propõe uma vivência. Portanto, o público não será apenas espectador. Será parte de uma atmosfera que envolve voz, corpo e emoção. O teatro atravessa os versos, enquanto os versos sustentam a presença cênica.

Além disso, a ideia de “bolha” carrega múltiplos sentidos. Pode remeter à delicadeza, à efemeridade, mas também à resistência. Em tempos de dispersão e excesso de ruído, criar uma bolha pode significar proteger o sensível.

 

Museu dos Três Pandeiros como espaço de criação e resistência

Escolher o Museu dos Três Pandeiros como palco do lançamento reforça a conexão entre literatura e cidade. O espaço, que já se consolidou como ponto de encontro cultural em Campina Grande, amplia o diálogo entre artistas e público.

Por estar localizado às margens do Açude Velho, um dos cartões-postais mais simbólicos da cidade, o evento também se insere na paisagem afetiva campinense. Dessa forma, o lançamento ultrapassa o circuito literário e conversa diretamente com a memória urbana.

Ao mesmo tempo, realizar o evento em um equipamento cultural público fortalece a ideia de acesso e partilha. A literatura, assim, ocupa o espaço coletivo.

 

 

Sérgio Abajur / Divulgação

 

Um convite aberto ao público

O lançamento acontece no sábado, dia 7 de março, às 17h. A proposta é simples e direta: reunir pessoas em torno da arte. No entanto, o gesto carrega potência. Em uma cidade marcada por forte produção cultural, cada novo livro amplia o repertório simbólico local.

Portanto, quem acompanha a cena artística de Campina Grande, quem aprecia poesia ou simplesmente quem deseja viver uma experiência diferente no fim de tarde às margens do Açude Velho, tem encontro marcado.

 

Quando a arte cria seu próprio ninho

Ninho de Bolhas chega como mais do que um livro. Surge como gesto artístico. Ao integrar poesia e teatro, Sérgio Abajur reafirma que a arte pode ser híbrida, pulsante e coletiva.

Assim, o lançamento no Museu dos Três Pandeiros não é apenas um evento na agenda cultural. É um convite à presença. Uma oportunidade de entrar nessa bolha de criação e resistência e, ainda que por algumas horas, respirar arte em estado bruto.

 

 

Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.

 

 

 

0 Shares

Post relacionado

Ativar notificações Sim Não
On which category would you like to receive?