Raízes do Brejo é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba
O projeto Raízes do Brejo agora integra oficialmente o conjunto de bens reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba. O reconhecimento, publicado no portal Brejo.com, marca um passo importante para a valorização das tradições, saberes e expressões culturais da região do Brejo paraibano.
Mais do que um título simbólico, essa certificação representa, sobretudo, a consolidação de um trabalho que há anos conecta memória, identidade e pertencimento. Ao mesmo tempo, amplia a visibilidade da cultura local e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação das manifestações populares.
O que significa ser Patrimônio Cultural Imaterial na prática
Quando um bem cultural recebe o reconhecimento de Patrimônio Cultural Imaterial, ele passa a ser entendido como parte viva da identidade de um povo. Diferentemente do patrimônio material, que envolve prédios, monumentos ou objetos físicos, o imaterial está ligado às práticas, celebrações, saberes e modos de fazer que atravessam gerações.
Nesse sentido, o Raízes do Brejo não é apenas um evento ou iniciativa isolada. Pelo contrário, ele sintetiza experiências coletivas, tradições comunitárias e expressões artísticas que ajudam a contar a história do Brejo paraibano. Assim, o reconhecimento oficial garante não apenas visibilidade, mas também instrumentos de proteção e continuidade.
A força cultural do Brejo paraibano ganha projeção estadual
O Brejo paraibano sempre foi um território fértil culturalmente. Seja pela música, pelas festas populares, pelo artesanato ou pelas manifestações religiosas, a região construiu uma identidade própria, marcada pela diversidade e pela resistência cultural.
Com o reconhecimento do Raízes do Brejo, essa produção cultural deixa de ser vista apenas como expressão local e passa a ocupar um espaço institucional no cenário estadual. Além disso, o título fortalece o sentimento de pertencimento das comunidades envolvidas, que passam a se reconhecer como protagonistas da própria história.
Ao mesmo tempo, a iniciativa pode impulsionar o turismo cultural na região. Afinal, quando o Estado chancela uma manifestação como patrimônio, ele também sinaliza ao público que ali existe um valor histórico e simbólico que merece ser conhecido, respeitado e vivenciado.
Preservar hoje para garantir memória amanhã
O reconhecimento oficial traz responsabilidades. A partir de agora, torna-se fundamental estruturar ações de salvaguarda, documentação e incentivo à continuidade das práticas culturais associadas ao projeto.
Isso significa investir em registro histórico, formação de novas gerações e apoio institucional às comunidades envolvidas. Caso contrário, o título corre o risco de se tornar apenas formalidade. Por outro lado, quando há compromisso coletivo, o patrimônio imaterial se transforma em ferramenta de desenvolvimento cultural e social.
Portanto, o reconhecimento do Raízes do Brejo deve ser entendido como ponto de partida, não como linha de chegada.
O reconhecimento do Raízes do Brejo como Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba reafirma algo que as comunidades do Brejo sempre souberam: sua cultura tem valor, tem história e tem força.
Agora, com o respaldo institucional, abre-se uma nova etapa. De um lado, amplia-se a responsabilidade de preservar. De outro, cresce a oportunidade de fortalecer a identidade regional, movimentar a economia criativa e consolidar o Brejo como território de memória viva.
No fim das contas, preservar cultura não é olhar para o passado com nostalgia. É garantir que as próximas gerações saibam de onde vieram e, sobretudo, tenham orgulho de continuar a história.
Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.