Seminário “Ser do Cerrado” reúne especialistas no Inhotim para discutir biodiversidade e cultura

Nos dias 27 e 28 de março de 2026, o Instituto Inhotim será palco de um encontro que promete ir além do debate acadêmico. O Seminário “Ser do Cerrado” propõe uma imersão interdisciplinar que conecta ciência, cultura e conservação ambiental, reunindo profissionais do jardim botânico e especialistas convidados de diversas instituições.

Além disso, a programação gratuita busca fortalecer uma rede de produção de conhecimento voltada ao Cerrado, um dos biomas mais ricos e, ao mesmo tempo, mais ameaçados do Brasil. Por isso, o evento se apresenta como um espaço estratégico de troca de experiências e construção coletiva.

 

Uma programação pensada para integrar ciência, território e cultura

Logo na abertura, os participantes serão recebidos com um momento de integração, seguido por uma série de conferências e apresentações que abordam diferentes dimensões do Cerrado.

Na sexta-feira (27), o destaque inicial é a conferência de Gustavo Martinelli, que tratará das espécies ameaçadas do Cerrado e dos campos rupestres de Minas Gerais. Em seguida, a pesquisadora Thamyris Bragioni apresenta resultados de estudos desenvolvidos no próprio Inhotim, conectando teoria e prática.

Já no período da tarde, o foco se amplia. As apresentações de Bárbara Sales e Matheus Nogueira trazem contribuições sobre paisagismo e documentação de coleções botânicas. Para completar, os participantes ainda terão uma visita ao Mirante das Gerais, reforçando a conexão direta com o território.

 

 

 

Debates sobre conservação e restauração ganham destaque no segundo dia

No sábado (28), a programação segue com discussões fundamentais para o futuro do Cerrado. A conferência de Ana Carolina Alves aborda experiências práticas de pesquisa e conservação, enquanto Pedro Viana traz reflexões sobre a restauração dos campos rupestres.

No entanto, o seminário não se limita à ciência tradicional. Um dos momentos mais simbólicos é a mesa que reúne Karen Shiratori e Sandra, representante da Comunidade Quilombola de Pontinha. Nesse espaço, cultura, território e biodiversidade se encontram de forma direta, mostrando que a conservação também passa pelo reconhecimento dos saberes tradicionais.

Por fim, a atividade de encerramento conduzida por Zenaide Nunes reforça o caráter coletivo do evento, valorizando os aprendizados construídos ao longo dos dois dias.

 

Um encontro que fortalece redes e amplia o olhar sobre o Cerrado

Mais do que um seminário, o “Ser do Cerrado” se consolida como um espaço de articulação. Ao reunir pesquisadores, comunidades e profissionais de diferentes áreas, o evento contribui para ampliar o entendimento sobre o bioma e suas múltiplas dimensões.

Além disso, ao acontecer dentro de um dos mais importantes jardins botânicos e centros de arte contemporânea do país, o encontro reforça a ideia de que conservação ambiental e cultura não caminham separadas.

Para quem deseja participar, as inscrições são gratuitas e podem ser realizadas antecipadamente. A expectativa é de que o seminário não apenas gere debates, mas também inspire novas ações concretas em defesa do Cerrado.

 

 

Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.

 

 

 

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