IPHAN inicia requalificação e acessibilidade no Centro Histórico de João Pessoa
O Centro Histórico de João Pessoa vai passar por um novo ciclo de cuidado e valorização. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional anunciou o início das obras de requalificação urbana e acessibilidade na área tombada da capital paraibana. Com isso, o coração antigo da cidade começa a ganhar melhorias estruturais que dialogam com preservação, mobilidade e inclusão.
Além de proteger fachadas e calçamentos, o projeto busca garantir que mais pessoas possam circular com segurança pelos espaços históricos. Ou seja, não se trata apenas de restauro estético. Trata-se de tornar o patrimônio mais vivo, mais acessível e, sobretudo, mais integrado ao cotidiano da cidade.
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional garante início das obras
De acordo com o IPHAN, as intervenções contemplam obras de requalificação urbana e adequações de acessibilidade no Centro Histórico de João Pessoa. A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas à conservação do patrimônio cultural brasileiro.
Na prática, isso significa que áreas históricas estratégicas receberão melhorias no pavimento, nivelamento de calçadas, ajustes técnicos para garantir mobilidade reduzida e intervenções que respeitam as características arquitetônicas originais. Assim, preservação e funcionalidade caminham juntas.
Além disso, a obra reforça o papel do IPHAN como órgão responsável pela proteção de bens tombados em âmbito federal. Portanto, o projeto segue critérios técnicos rigorosos, garantindo que qualquer intervenção mantenha a autenticidade do conjunto histórico.
Como a acessibilidade transforma o uso do Centro Histórico
Historicamente, muitos centros antigos apresentam barreiras físicas que dificultam a circulação de idosos, pessoas com deficiência e até mesmo mães com carrinho de bebê. No entanto, a proposta atual reconhece que patrimônio preservado precisa ser também patrimônio acessível.
Nesse sentido, as obras incluem adequações que favorecem deslocamentos mais seguros, respeitando normas técnicas de acessibilidade. Ao mesmo tempo, o desenho urbano tradicional será mantido, evitando descaracterizações.
Com isso, a cidade amplia o direito à fruição cultural. Ou seja, o Centro Histórico deixa de ser apenas cenário e passa a ser espaço efetivamente democrático.
Impacto urbano, cultural e turístico para João Pessoa
Quando o poder público investe na qualificação de áreas históricas, os reflexos ultrapassam o campo cultural. Primeiro, há valorização imobiliária e fortalecimento do comércio local. Em seguida, cresce o potencial turístico, já que visitantes buscam experiências autênticas e bem estruturadas.
João Pessoa, que já é reconhecida por seu patrimônio arquitetônico e por sua paisagem urbana singular, tende a consolidar ainda mais seu papel no cenário nordestino. Além disso, ao melhorar a infraestrutura, cria-se um ambiente mais convidativo para eventos culturais, feiras, exposições e circulação artística.
Portanto, a requalificação não é apenas uma obra física. É também uma estratégia de desenvolvimento urbano sustentável.
Patrimônio preservado é cidade com identidade fortalecida
Preservar não significa congelar o passado. Pelo contrário, significa criar pontes entre memória e presente. Ao investir no Centro Histórico, o IPHAN reafirma que patrimônio cultural é ativo social, econômico e simbólico.
Assim, a capital paraibana dá um passo importante para garantir que suas ruas históricas continuem contando histórias. Entretanto, agora elas poderão ser percorridas por mais pessoas, com mais conforto e segurança.
Em síntese, a requalificação une conservação, inclusão e desenvolvimento urbano. E, sobretudo, reafirma que cidade viva é cidade que cuida da própria memória enquanto constrói o futuro.
Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.