Atualmente, o Brasil conta com 283 Salas Verdes. Foto: Arquivo DEA/MMA

Chamada pública do Projeto Salas Verdes recebe 129 inscrições e fortalece a educação ambiental no Brasil

Projeto Salas Verdes visa incentivar a criação de espaços formativos ambientais

 

Por Sérgio Melo

 

Quando li que a chamada pública do Projeto Salas Verdes, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, recebeu 129 inscrições de instituições de todo o Brasil, percebi que esse dado carrega muito mais do que uma estatística. Ele revela um movimento real de interesse, articulação e compromisso com a educação ambiental em diferentes territórios do país.

Esse foi o maior número de inscrições desde 2022, ano em que o processo seletivo passou a ser realizado. Hoje, o Brasil conta com 283 Salas Verdes em funcionamento, espalhadas por cidades grandes, médias e pequenas, mostrando que a educação ambiental não está restrita a grandes centros ou a ambientes acadêmicos formais.

As Salas Verdes são espaços de educação não formais voltadas à formação ambiental, à troca de saberes e à construção coletiva de soluções para os problemas socioambientais que vivemos no cotidiano. Podem funcionar em escolas, universidades, associações comunitárias, ONGs, centros culturais ou até de forma itinerante, dialogando diretamente com a realidade local de cada comunidade.

Neste momento, o Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA) do MMA está analisando os projetos político-pedagógicos apresentados pelas instituições inscritas. O resultado da primeira etapa foi divulgado em 12 de janeiro de 2026, e o processo segue até março, com a divulgação final prevista para o dia 13.

Um ponto importante é que a adesão ao Projeto Salas Verdes não envolve repasse financeiro direto. A participação é voluntária e exige das instituições compromisso com ações permanentes de educação ambiental, alinhadas à Política Nacional de Educação Ambiental. Isso, para mim, reforça ainda mais o valor da iniciativa: quem se inscreve o faz por convicção, não por recurso.

O diretor do DEA, Marcos Sorrentino, destaca que as Salas Verdes não devem ser apenas espaços informativos, mas ambientes vivos, capazes de transformar conhecimento em prática, estimular o pensamento crítico e fortalecer a cidadania ambiental. Essa visão dialoga diretamente com o que acredito e com o que tenho acompanhado em projetos de educação ambiental pelo Nordeste.

Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais evidentes, perda de biodiversidade e conflitos socioambientais, iniciativas como o Projeto Salas Verdes mostram que ainda há disposição para construir caminhos coletivos. São espaços que aproximam pessoas, despertam consciência e ajudam a transformar discurso em ação.

Fico atento aos próximos passos dessa chamada pública e torço para que muitas dessas propostas se tornem referências locais, inspirando outras iniciativas e fortalecendo uma educação ambiental enraizada na realidade das comunidades brasileiras.

 

 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
https://www.gov.br/mma/pt-br/noticias/chamada-publica-do-projeto-salas-verdes-recebe-129-inscricoes-para-incentivar-a-criacao-de-espacos-formativos-ambientais

 

 

Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.

 

 

 

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