Edital da Embratur 2026 abre espaço para projetos de turismo sustentável, cultura e inclusão

Quando abri a notícia do novo Edital de Patrocínio 2026 da Embratur, na prática vi uma janela se abrir para quem, como eu, acredita que cultura e turismo sustentável podem andar juntos para fortalecer a nossa forma de ver o Brasil no mundo.

O edital, lançado em dezembro de 2025, tem como foco apoiar projetos que ampliem a visibilidade internacional do Brasil, colocando no centro experiências turísticas que são sustentáveis, inclusivas e que, de fato, representem a diversidade do nosso país.

Para além dos grandes roteiros turísticos, o chamado valoriza iniciativas que toquem segmentos como afroturismo, LGBTQIA+, etnoturismo, turismo de natureza e turismo de negócios e eventos. Isso quer dizer que espaços culturais, eventos comunitários, roteiros ligados à nossa história e tradições locais, ou até projetos de economia criativa têm espaço nesse edital — desde que consigam pensar numa projeção global.

O presidente da Embratur ressaltou que a ideia é fortalecer tanto a Marca Brasil quanto a Marca Embratur nos 25 mercados estratégicos definidos pelo Plano Brasis, que vão de países da América Latina até Europa, Estados Unidos, China e além.

O que mais me chamou atenção é a ênfase em sustentabilidade e inclusão. Em tempos em que turismo não pode mais ser pensado apenas como deslocamento de pessoas, mas como transformação — econômica, cultural e ambiental —, ver isso no centro de um edital internacional é um sinal de que nosso olhar pode, de fato, encontrar suporte institucional.

As inscrições vão de 2 de janeiro até 3 de outubro de 2026, e são exclusivas pelo site do sistema de patrocínio da Embratur, com a exigência de que cada projeto seja inscrito com pelo menos 60 dias de antecedência da realização do evento ou ação proposta.

Para quem trabalha com cultura, educação ambiental, turismo comunitário ou economia criativa, esse edital pode ser uma oportunidade concreta de ganhar escala e mostrar ao mundo aquilo que fazemos — e fazemos bem — aqui no Brasil. Pensar local, agir global: talvez essa seja a chave para transformar narrativas e trazer mais recursos para territórios que sempre tiveram tanto para oferecer, mas pouco espaço no cenário internacional.

Por isso, vale olhar com cuidado para os critérios, entender onde sua proposta se encaixa e, se for o caso, submeter sua ideia para concorrer a esse patrocínio que pode abrir portas para novas conexões e visibilidades.

 

 

Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.

 

 

 

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