No Traz a Pipoca, Lázaro Ramos diz que planeja sequência de ‘Ó Paí, Ó 2’ e projetos de terror e ficção científica

 No Traz a Pipoca, Lázaro Ramos diz que planeja sequência de ‘Ó Paí, Ó 2’ e projetos de terror e ficção científica

Lázaro Ramos na gravação do ‘Traz a Pipoca’ (Marcos Avlis/divulgação).

O ator e diretor é o convidado do novo episódio do podcast, que fica disponível a partir desta quinta (23)

 

Lázaro Ramos é o convidado especial do novo episódio do Traz a Pipoca, o podcast de cinema do Telecine. Estreando nos cinemas com ‘Ó Paí, Ó 2’, sequência do filme que virou série e foi sucesso há 15 anos, o ator e diretor bateu um papo com Moisés Liporage, Renata Boldrini e Bruna Scot em que falou sobre vida, carreira e projetos futuros. Na ocasião, ele confirmou também que já está planejando um terceiro filme da franquia protagonizada por Roque, seu personagem em ‘Ó Paí, Ó’. O episódio fica disponível a partir de hoje (dia 23) — mesma data da estreia do filme nos cinemas brasileiros —, no YouTube do Telecine, na plataforma Globoplay e no Spotify.

 

Próximos trabalhos

“Eu, agora, quero brincar com gênero. Fiz uma distopia, com ‘Medida Provisória’, depois fiz um musical adolescente [com ‘Um Ano Inesquecível: Outono’] e agora quero fazer terror e mais ficção científica”, revelou Lázaro, que no momento está com quatro filmes em andamento — três como diretor e um como ator —, ainda sem os títulos divulgados. “Minha tendência é fazer [os filmes] muito para o público. O ‘Medida Provisória’, por exemplo, é um filme calculado para gerar reação e conversa, então, quero experimentar e fazer algo com mais sutileza”.

Sobre atuar e dirigir em um mesmo trabalho, Lázaro foi categórico ao descartar a possibilidade. “Jamais, não quero isso para a minha vida, nunca farei. Eu não tenho essa disciplina, não sou o Selton [Mello]”, contou, arrancando gargalhadas dos apresentadores. “Fiz isso apenas uma vez, numa peça de teatro chamada ‘O Topo da Montanha’, com Taís [Araújo], e foi péssimo. Eu gosto da relação com o diretor, gosto que me provoquem e me dirijam”.

 

Personagens de tirar o sono

Durante a conversa, os apresentadores do Telecine desafiaram Lázaro a refletir e analisar sua relação pessoal com alguns dos personagens icônicos que interpretou em sua carreira. Ao ser perguntado sobre um personagem que lhe tirou o sono, o artista não hesitou. “Com certeza o Deco, do ‘Cidade Baixa’, me tirou mais o sono do que o Madame Satã, porque no ‘Madame Satã’ eu não sabia o que estava fazendo, só estava desesperado e obedecendo. No ‘Cidade Baixa’, eu já tinha feito muitos filmes e parecia estar muito seguro na profissão, mas de repente tive dúvidas de tudo, de todas as cenas”, contou ele sobre o filme de 2005 dirigido por Sérgio Machado. “[Deco] era um personagem com uma vida interior muito grande, ele não era expressionista, acontecia tudo no rosto e dentro da cabeça, então eu nunca sabia que nível de intensidade estava chegando para a câmera. Fiz um filme inteiro todo na insegurança”, completou.

Lázaro voltou a falar de ‘Madame Satã’ ao pensar sobre um personagem que o fez ver o mundo de outra maneira. “Primeiro, por trabalhar com Karim Aïnouz, um cineasta especial que te deixa desconfortável o tempo todo, mas ao mesmo tempo seguro para se jogar no abismo”. Lançado em 2002, o filme foi um dos primeiros trabalhos de Lázaro no cinema e alçou o artista ao estrelato. “Era tudo novo para mim, o ambiente, as câmeras, os atores. Eu trabalhava com atores que eram meus ídolos, mas que eu não podia tratar como ídolos, como Renata Sorrah, Emiliano Queiroz, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui… tudo era muito rico, novo, confuso e bom”, ressaltou.

 

‘Ó Paí, Ó 3’

O artista confirmou também a realização de um terceiro filme da franquia ‘Ó Paí, Ó’. “Depois da série, a gente achou que não tinha mais para onde ir, mas agora a gente já está planejando o terceiro. A gente descobriu que ainda tem o que falar”, revela Lázaro, que até então não se interessava por fazer sequências de seus trabalhos. “Eu nunca pensei que um filme que eu fiz teria utilidade com uma continuação, mas eu estava errado. Na verdade, é uma grande oportunidade, tanto é que agora eu fico pensando: de qual filme eu vou fazer continuação? Outro dia eu falei: ‘Jorge [Furtado], vamos fazer ‘O Homem Que Copiava 2?’. Daqui a pouco, vamos ter ‘O Auto da Compadecida 2’, e isso é legal porque a gente acaba revisitando filmes da retomada do cinema nacional”.

Em ‘Ó Paí, Ó 2’, Dira Paes, Érico Brás, Luciana Souza, Tânia Toko e Lyu Arisson retornam ao elenco, além de novos nomes como Luis Miranda. O longa é uma produção da Dueto e Casé Filmes, em coprodução com Canal Brasil, Globo Filmes e Telecine, com distribuição da H2O Films.

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