O projeto de conservação da espécie Cumaru segue acompanhando a germinação das mudas

 O projeto de conservação da espécie Cumaru segue acompanhando a germinação das mudas

O sucesso do acompanhamento da germinação do Cumaru depende da atenção aos detalhes, do monitoramento contínuo e da adaptação das práticas conforme necessário. Pois cada local pode apresentar desafios únicos, então é importante personalizar as estratégias com base nas condições locais específicas.

A germinação de sementes é uma fase crítica em projetos de conservação de espécies, incluindo a Amburana cearense, também conhecida como Cumaru. Essa espécie é uma árvore nativa do Brasil, principalmente encontrada na região nordeste. Nesse caso, especificamente na caatinga paraibana.

A Universidade Estadual da paraíba, em Campina Grande, está abrigando a semeadura do Projeto Cumaru em seu viveiro de mudas, por suas peculiaridades, é fundamental adaptar as práticas de germinação com base nas condições específicas do Jardim Botânico da UEPB e nas características da espécie Cumaru na região.

Após coleta das sementes, seguindo o protocolo de semeadura em obter diversidade genética necessária para a preparação delas, armazenamento e escolha do substrato adequado, com uma mistura de solo, areia e material orgânico. Mantendo o crescimento das mudas ao longo do tempo, registrando métricas como altura, diâmetro do caule e desenvolvimento foliar, num ambiente favorável à germinação, com boa aeração e umidade ideais para a Amburana cearense, que podem variar, mas geralmente estão na faixa tropical.

Segundo Kaline Meira, responsável pela semeadura e monitoramento para acompanhar o progresso das mudas e garantir o sucesso da reintrodução no ambiente natural, a germinação de sementes pode variar entre espécies e ambientes específicos. Portanto, é sempre recomendável adaptar as práticas de germinação com base em pesquisas específicas sobre a Amburana cearense (Cumaru) e nas condições locais. Envolver a comunidade local e parceiros especializados também podem contribuir significativamente para o sucesso do projeto de conservação, garantindo que as mudas cultivadas no viveiro contribuam para a preservação da espécie na caatinga paraibana.

 

Kaline Meira, Agroecóloga e Mestre em Ciências Agrária, realizando acompanhamento da germinação das mudas do Cumaru. Foto: Sérgio Melo
Kaline Meira, Agroecóloga e Mestre em Ciências Agrária, realizando acompanhamento da germinação das mudas do Cumaru. Foto: Sérgio Melo

 

A Associação GAEA, por meio de seu projeto denominado Jardim Botânico Araribá – JBA, cujo objetivo é a promoção de coleta, produção e plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, é parceira institucional da associação privada Botanic Gardens Conservation International (BGCI), com sede no Reino Unido, responsável pelo financiamento do projeto “Conservação de Amburana Cearense do Bioma Brasileiro da Caatinga no Estado da Paraíba”, através do programa GTC Global Trees Campaign, com a Fundação Franklinia e apoio do Jardim Botânico Professor Ivan Coelho Dantas da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

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