Complexo Renovável Neoenergia

Paraíba consolida protagonismo na energia renovável com investimentos bilionários em ESG no Sertão

A força da energia limpa transforma o mapa econômico da Paraíba

 

A Paraíba deixou de ser apenas promessa e passou a ocupar posição estratégica no mapa da transição energética brasileira. Atualmente, o estado já conta com cerca de 75% da sua matriz elétrica proveniente de fontes limpas, o que o coloca entre os protagonistas nacionais no setor.

Além disso, empresas de energia verde vêm ampliando investimentos em práticas ESG — Ambiental, Social e Governança — por meio da implantação de grandes complexos híbridos, que combinam geração eólica e solar. Dessa forma, o Sertão paraibano, historicamente marcado por desafios climáticos e econômicos, passa a ser também território de inovação energética e desenvolvimento sustentável.

 

Complexos híbridos impulsionam a expansão da energia limpa no estado

O avanço da energia renovável na Paraíba está diretamente ligado à instalação de grandes empreendimentos no interior do estado. Um dos principais marcos foi a inauguração do primeiro complexo híbrido do Brasil pela Neoenergia, reunindo os complexos Chafariz e Luzia, com investimento inicial superior a R$ 3 bilhões.

Esse modelo combina geração solar e eólica no mesmo território, o que, por um lado, otimiza o uso do solo e, por outro, amplia a eficiência energética. Além disso, a complementaridade entre vento e sol reduz períodos de ociosidade na produção, fortalecendo a segurança energética.

Ao mesmo tempo, municípios como Santa Luzia, Picuí e Junco do Seridó passaram a integrar o corredor da energia limpa, atraindo novos investimentos e ampliando a arrecadação local. Assim, o estado consolida-se como um polo estratégico de geração de energia de baixo carbono.

 

Pilar Ambiental: redução de emissões e transição sustentável

No campo ambiental, os investimentos dialogam diretamente com metas de descarbonização. A substituição de fontes fósseis por energia solar e eólica contribui para a redução significativa das emissões de CO₂.

Além disso, empresas do setor vêm adotando práticas de compensação ambiental, bem como realizando inventários de emissões para monitorar impactos. O uso de consultorias especializadas e sistemas de controle ambiental fortalece a governança climática desses empreendimentos.

Consequentemente, a transição energética deixa de ser apenas discurso e passa a integrar estratégias corporativas estruturadas, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade.

 

Neoenergia
No Sertão paraibano, cada peça de cerâmica carrega mais do que barro moldado à mão. Carrega história, renda e esperança. Ao investir em ações sociais nas comunidades onde atua, a Neoenergia reforça a ideia de que desenvolvimento também se constrói com oportunidade, cultura e dignidade. Porque histórias reais, quando ganham espaço, não apenas inspiram — elas mostram que um futuro melhor é possível e começa agora.

 

 

Pilar Social: geração de empregos e programas nas comunidades do Sertão

Entretanto, o impacto não se limita ao meio ambiente. No eixo social, os projetos vêm promovendo geração de empregos diretos e indiretos, além de programas voltados à educação ambiental e cultural nas comunidades próximas aos parques.

A CTG Brasil, por exemplo, atua no Complexo Eólico Serra da Palmeira e tem buscado integrar expansão energética com iniciativas de responsabilidade social, especialmente voltadas à agricultura familiar. Dessa maneira, a energia renovável passa a dialogar com a economia local, fortalecendo cadeias produtivas regionais.

Paralelamente, ações como o programa “Fazendo a Diferença” levam atividades educativas para escolas e comunidades, ampliando o debate sobre sustentabilidade e uso consciente dos recursos naturais.

Além disso, houve ampliação da rede elétrica em assentamentos rurais, como Dona Helena e Santa Helena, o que impacta diretamente na qualidade de vida das famílias. Energia elétrica, nesse contexto, significa acesso a informação, refrigeração de alimentos e melhores condições de trabalho.

 

Pesquisa acadêmica monitora impactos no Semiárido

Enquanto os investimentos avançam, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba acompanham os impactos sociais da chegada desses grandes empreendimentos ao Semiárido.

O objetivo é claro: compreender como a expansão energética pode conviver de forma equilibrada com comunidades tradicionais e territórios sensíveis. Assim, a produção científica passa a contribuir para ajustes, mitigação de conflitos e construção de soluções mais inclusivas.

 

Pilar de Governança: licenciamento, transparência e desafios

No eixo da governança, as empresas afirmam seguir normas rigorosas de licenciamento ambiental e manter canais de diálogo com as comunidades. Ainda assim, existem desafios, especialmente na mediação de interesses entre grandes empreendimentos e populações tradicionais.

Por isso, a adoção de práticas de transparência, monitoramento constante e auditorias ambientais torna-se fundamental. Inventários de emissões, relatórios socioambientais e indicadores de desempenho ajudam a consolidar credibilidade junto ao mercado e à sociedade.

Ao mesmo tempo, o próprio Governo da Paraíba tem incentivado a autossuficiência energética limpa em órgãos públicos, alinhando a gestão estadual às metas de sustentabilidade e eficiência energética.

 

 

Sertão se reinventa como território estratégico da transição energética

O Sertão paraibano, que durante décadas esteve associado apenas à seca e às limitações climáticas, passa agora a integrar o centro da discussão sobre o futuro energético do Brasil.

Se, por um lado, os investimentos bilionários reforçam a força econômica do setor, por outro, as práticas ESG indicam uma tentativa de construir um modelo mais equilibrado, que articule meio ambiente, desenvolvimento social e governança responsável.

Ainda há desafios, especialmente no diálogo com comunidades e na garantia de impactos positivos duradouros. No entanto, é inegável que a Paraíba vem se consolidando como referência nacional em energia renovável.

E, nesse processo, o vento e o sol do Semiárido deixam de ser apenas símbolos da paisagem para se tornarem motores concretos de transformação econômica e ambiental.

 

Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.

 

 

 

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