Foto: Codecom-CG/Arquivo

Cine Capitólio renasce para fortalecer a educação municipal em Campina Grande

Por Sérgio Melo

Campina Grande se prepara para reescrever um capítulo importante de sua história cultural e educativa com a revitalização do Cine Capitólio, antigo ícone cinematográfico da cidade, que será entregue à população em maio de 2026, antes das festas juninas. A requalificação do espaço, que há décadas marcou a vida cultural campinense, agora se projeta como um polo educativo e cultural com foco prioritário nos estudantes da rede pública municipal de ensino.

O Cine Capitólio, localizado no centro de Campina Grande, foi inaugurado originalmente em 1934 e, desde então, figura como um dos marcos arquitetônicos e sociais da cidade. Tombado pelo patrimônio histórico, o prédio passou por períodos de abandono nas últimas décadas, até que a prefeitura municipal, por meio de uma estratégia articulada entre as secretarias de Educação e de Obras, iniciou sua ampla requalificação.

Segundo o secretário de Educação, Raymundo Asfora Neto, o novo equipamento, denominado Capitólio da Educação, foi pensado para ser muito mais do que um espaço de exibição cinematográfica. Estruturado para servir prioritariamente aos estudantes da rede municipal, o complexo incluirá um cinema com tecnologia de ponta, um anfiteatro para atividades formativas para educadores, além de salas multifuncionais destinadas a atividades pedagógicas e estudos.

Um dos grandes diferenciais da intervenção é a implantação da maior biblioteca da educação municipal de Campina Grande, com acervo e recursos que visam fortalecer o acesso ao conhecimento, incentivar a leitura crítica e ampliar oportunidades de aprendizado fora da sala de aula tradicional. Para Asfora Neto, esta biblioteca será um espaço dinâmico de circulação de ideias, pesquisa e cultura popular, integrando as dimensões educativa e comunitária.

A ousadia do projeto não se limita às salas de projeção e leitura. O anfiteatro será destinado à formação continuada dos profissionais da educação, promovendo encontros, seminários, oficinas, além de receber apresentações artísticas que dialoguem com as práticas pedagógicas inovadoras. Essa dimensão formativa responde a uma necessidade crescente de fortalecer as capacidades docentes e promover trocas entre teoria e prática educativas.

A requalificação do espaço também foi acompanhada de perto por equipes técnicas e artísticas, que estabeleceram diálogo com instituições especializadas em cinema e educação. Um exemplo é a cooperação técnica discutida com a Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ), cujo conhecimento em arte-educação e audiovisual poderá orientar parte das atividades pedagógicas planejadas para o Capitólio da Educação, ampliando o impacto do equipamento para além dos muros da sala de cinema.

Para a comunidade campinense, a expectativa é alta. O novo Cine Capitólio combina o resgate de um patrimônio histórico com uma proposta contemporânea de integração entre cultura, arte e educação. Ao colocar os estudantes como protagonistas, Campina Grande reafirma seu compromisso com políticas públicas que reconhecem a cultura como ferramenta de transformação social e de estímulo à cidadania.

Quando o Capitólio abrir suas portas em 2026, não será apenas um cinema reaberto – será um equipamento educativo completo, capaz de ampliar horizontes e inspirar novas narrativas de pertencimento, criatividade e aprendizagem. O resgate do Capitólio é, acima de tudo, um investimento no futuro das crianças e jovens de Campina Grande, um exemplo de como a cultura pode ser estrategicamente articulada à educação para promover desenvolvimento humano e social.

 

 

Cine Capitólio: patrimônio requalificado com foco na educação municipal

Com entrega prevista para maio de 2026, o Cine Capitólio deve voltar a ser um equipamento estratégico no centro de Campina Grande — desta vez voltado a fortalecer a educação municipal. A proposta é integrar cultura e aprendizagem, com atividades voltadas aos estudantes da rede pública e ações de formação para educadores.

  • Exibições educativas e uso pedagógico do audiovisual
  • Salas de apoio para ações formativas e atividades escolares
  • Biblioteca e estímulo à leitura e à pesquisa
  • Formação continuada para professores e equipes pedagógicas

Por que importa: quando o cinema se conecta ao currículo e ao cotidiano escolar, ele amplia repertório, fortalece a leitura crítica e transforma o acesso à cultura em política pública de educação.

 

 

 

Sérgio Melo
Jornalista e Gestor Ambiental. Coordenador de projetos de Educação Ambiental no portal Paraíba Cultural e no Q-Ideia – Design e Comunicação. Atua em ações integradas de sustentabilidade, cultura e desenvolvimento territorial no Estado da Paraíba.

 

 

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