Cinema, educação e afeto: O legado consolidado da VI Mostra Bananeiras de Audiovisual

Por Sérgio Melo | Paraíba Cultural

 

Mesmo acompanhando a rotina de eventos aqui de Campina Grande, por meio da produtora Elidiana Oliveira e das plataformas digitais, foi impossível não se contagiar com a energia da VI Mostra Bananeiras de Audiovisual. Entre março e abril, o evento não apenas exibiu filmes; ele transformou o Brejo paraibano em um canteiro de criação e diálogo cultural de alto nível.

 

Formação que transforma: O sucesso das oficinas

Um dos pontos que mais me chamou a atenção, em conversas com a produção, foi o impacto real das atividades formativas. Consequentemente, a mostra não se limitou à tela, mas gerou novos conteúdos que agora pertencem à história da cidade.

Segundo Elidiana Oliveira, o evento foi palco do lançamento de três obras fundamentais produzidas nas oficinas:

  • O Canto de Anatura”: Um filme sensível produzido junto a pessoas da terceira idade.
  • Rio de Bananeiras”: Fruto da oficina de Cordel e Cinema, que trouxe uma visão crítica das crianças da Escola Dionísio Maia sobre a situação do Rio Bananeiras.
  • Angústias”: Obra desenvolvida durante a oficina de roteiro e tela.

Além disso, produções como o filme “Sarapatel” e curtas gravados e roteirizados no Sertão paraibano, como em Cajazeiras, mostram que a Mostra é um ponto de convergência para o talento de todo o estado. Essa integração prova a competência de Elidiana Oliveira, Elisandra Neves e Adilson Barros em gerir o Ponto de Cultura de Bananeiras com uma visão que une arte e compromisso social.

 

A voz do público: Engajamento nas redes sociais

A aceitação do público foi o termômetro exato da importância do evento. Ao monitorar as redes sociais, vi que a mostra foi descrita como “carregada de afetos” e um exemplo de “produção profissionalíssima”. Dessa forma, a consolidação do audiovisual no interior fica evidente nos comentários de quem viveu a experiência.

O que disseram sobre a mostra:

  • Assistir filmes produzidos na Paraíba num telão de 8m do lado de um prédio histórico lindo. É uma experiência inesquecível!”Família Matuta.

  • Pude testemunhar manifestações de uma arte tão bonita, popular, transformadora e crítica… Foi impactante!”Nelcimar.

  • Tá suuuper organizada… Arte como ferramenta fundamental de transformação e educação.”Fábio Campos.

Elisandra Neves, Elidiana Oliveira e Adilson Barros. Este trio de produtores, representantes do Ponto de Cultura de Bananeiras, foi a força motriz por trás da impecável VI Mostra Bananeiras de Audiovisual. Foto: Divulgação/MBA

 

 

Fortalecimento das políticas públicas com o MinC

A relevância da mostra também atraiu olhares governamentais estratégicos. Rejane Nóbrega, coordenadora do Escritório Estadual do Ministério da Cultura (MinC) na Paraíba, parabenizou o Ponto de Cultura e destacou o caráter “respeitoso e amoroso” da iniciativa.

De acordo com Rejane, a Mostra Bananeiras dialoga diretamente com as políticas que o Governo Federal vem fortalecendo. A presença do escritório estadual, sediado em João Pessoa, reforça que o diálogo com agentes locais é a chave para que o investimento cultural floresça em todo o território paraibano.

 

Um território de oportunidades

A VI Mostra Bananeiras de Audiovisual encerra seu ciclo de 2026 como um marco de resistência e qualidade técnica. Mesmo acompanhando de longe, fica claro que o evento é “necessário e superimportante” para o nosso estado. O sucesso das oficinas e o caloroso engajamento digital confirmam: o cinema na Paraíba tem raízes fortes, e Bananeiras é um de seus solos mais férteis.

 

 

 

 

 

 

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